sábado, 14 de maio de 2011

Cinco Minutos


O que pôs tudo a perder em minha vida foram aqueles cinco minutos que passei ao lado de Jorge. Você pensa, o que são cinco minutos? Para uns é bem pouco, para outros é muito tempo. Mas tudo dependerá do que irá fazer. Então, sendo assim o tempo é relativo.

Mas o que realmente aconteceu? Porque toda essa negatividade em relação ao Jorge. Respondo agora. Jorge foi um grande amor do passado. Foi meu primeiro amor. Acho que também fui o seu. Crescemos, tivemos novos amores. Anos mais tarde conheci um grande rapaz. Seu nome é Alexander. Ele era encantador. Estava me apaixonando. Mas... Como sempre tudo na vida tem um mas...

Jorge resolve então aparecer em minha vida novamente, para a minha sorte ou infortúnio, nessa situação diria infortúnio. Encontrei Jorge na orla da praia. A manhã estava leve, dava até para ouvir o som das ondas no mar. Ele me avistara. Meu coração naquele momento parecia querer pular do meu peito. Se estiver me apaixonando por Alexander, o que foi essa reação ao ver Jorge!? Talvez o meu amor por ele não houvesse acabado.

Cumprimentamos-nos, ele veio com palavras doces ao pé do meu ouvido, estremeci. Ele percebendo isso, me beijara. Mas aquele beijo não lembrara nenhum pouco aos beijos da nossa adolescência. Não sei o que foi. Estaria eu realmente apaixonada por Alex!? Só que mais uma vez para o meu infortúnio, Alexander estava correndo na praia nessa manhã. E esses cinco minutos foram o bastante para ele. Fui atrás, mas nem sequer me ouviu.

Hoje não sei nada do meu primeiro amor. Prefiro continuar não sabendo. Alexander não é mais o meu namorado, só que hoje tenho certeza que o amo. Estou aqui lamentando esses cinco minutos que perdi com a pessoa errada. Que anos atrás fora a pessoa certa na minha vida. Mas agora a pessoa certa, a que deveria estar ao meu lado, não está. Só me restam as lembranças. Lembranças de um curto amor!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Doce Ilusão - Seus lindos olhos azuis.



A moça entrou na sala. O rapaz ficou perturbado. Nunca vira uma moça tão linda. Era de uma beleza ímpar. Ele não tirava os olhos dela. Ela nem o notara. Da mesma forma que entrou, saiu. Ele tinha guardado na mente cada traço da moça. Rosto arredondado, a pele bem alva, olhos amendoados azuis, sobrancelhas intensas, cabelos escuros e levemente ondulados.

O rapaz tinha esperanças em vê-la novamente. Sempre olhava para a porta. Entrava uma pessoa, outra pessoa e nada dela. Estava quase na hora dele ser atendido e iria embora. Queria ao menos, nem que fosse alguns segundos tornar a ver aqueles lindos olhos azuis.

A porta novamente se abriu, mas seu anseio não o tornou mais feliz naquele momento. A moça entrara acompanhada dessa vez. Estava de mãos dadas com um rapaz, pareciam bem felizes. A doce ilusão que nutrira por ela instante atrás, o fez sorrir.

Logo é atendido, o casal permanecia na sala, agora a moça sentara na cadeira que ele acabara de desocupar. Já estava prestes a sair, ele virou-se e olhou diretamente para ela. Então ele foi flagrado por aqueles lindos olhos azuis. Um belo sorriso surgiu facilmente em sua face. Talvez aquilo fosse tudo o que ele mais desejava, ser notado por ela. Abriu a porta e partiu.